O setor de seguros e suas limitações no Brasil.

22/11/2023

O O setor de seguros no Brasil vem registrando crescimento contínuo, e a projeção para 2023 é de uma expansão de 9,4%. No entanto, as empresas do setor visam um avanço mais robusto, almejando alcançar uma participação de 10% no Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. Em comparação aos atuais pouco mais de 6%. Se esse objetivo for atingido, o Brasil se equipararia à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O setor de seguros e suas limitações

Este desafio, no entanto, está inserido em um contexto de novas circunstâncias que aumentam as incertezas enfrentadas pelo setor de seguros. A complexidade regulatória também representa um desafio para o setor no Brasil. A regulação rigorosa, que busca estabelecer estabilidade, acaba sendo considerada um grande obstáculo devido a normas técnicas e de conduta impostas às seguradoras.

Normativas rígidas e procedimentos burocráticos podem dificultar a inovação e a adaptação às mudanças no ambiente de negócios. Outro obstáculo é a questão da confiança. A falta de confiança nas seguradoras, muitas vezes associada a experiências negativas no passado, pode levar à resistência na aquisição de produtos de seguros.

Mudanças climáticas, envelhecimento da população, emergências sanitárias e instabilidades macroeconômicas e geopolíticas. Todas as pautas demandam uma abordagem mais refinada do setor, com a necessidade de oferecer produtos mais customizados.

A evolução do mercado

Superar esses desafios exigem que o Brasil tenha medidas para ampliar a educação financeira, simplificar a regulamentação e fortalecer a confiança da população no setor. Segundo a executiva Munich Re a falta de conscientização da população é um dos entraves do mercado “ As pessoas não querem pensar nas coisas ruins que podem acontecer com elas”

Alessandro Octaviani, chefe da Superintendência de Seguros Privados (Susep), destaca a disparidade entre o tamanho da economia brasileira e a indústria de seguros. Porém enxerga oportunidades de crescimento substancial em segmentos como seguros de automóveis, habitação e no setor agrícola. Ele aponta para o potencial de expansão da indústria de seguros no Brasil, especialmente em veículos, onde mais de 80% da frota nacional ainda não é segurada, e na agricultura, onde apenas 10% da área cultivada possui cobertura.

Para impulsionar o setor, Octaviani destaca a importância de uma renda mais elevada para os brasileiros, possibilitando investir em seguros. Além disso, ressalta a necessidade de confiança do consumidor no produto. Nesse sentido, o novo marco regulatório dos contratos de seguros busca proporcionar maior segurança ao consumidor, estabelecendo contratos mais claros sobre pagamentos de indenizações e coberturas oferecidas pelas apólices.
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