Como evitar a entrega da carga para clonadores de documentos

SEGURANÇA E GR 22/06/2022

O roubo de cargas voltou a crescer no Brasil. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) indica um aumento de 1,7% nas ocorrências em 2021: um total de 14,4 mil ações criminosas e um prejuízo de R$ 1,27 bilhão.

À medida que os sistemas de segurança e gestão de risco se aprimoram, as quadrilhas também modernizam suas táticas e criam novos golpes. A clonagem de documentos, por exemplo, vem se tornando cada vez mais comum.

Ter um documento clonado é, com certeza, uma dor de cabeça. Agora imagine o problema quando, utilizando esse recurso, criminosos se passam por motoristas e conseguem roubar cargas inteiras. O roubo de cargas é um dos maiores desafios do setor logístico.

Um levantamento da Serasa Experian revela que a cada 15 segundos ocorre uma tentativa de fraude com documentos falsos no Brasil. O CPF é o principal alvo dos clonadores de documentos, já que permite acesso a outras informações da vítima.

O setor financeiro é o principal alvo, seguido pelo segmento de serviços, varejo e telefonia. O maior número de tentativas, segundo o Serasa Experian, ocorre no Sudeste, com mais da metade dos casos. Em seguida estão o Nordeste e o Sul.

Mas, diante da ousadia das quadrilhas, como evitar a entrega da carga para clonadores de documentos? É isso o que veremos neste artigo, que mostra a importância de tecnologias como a inteligência artificial e o reconhecimento facial no combate ao roubo de cargas. Confira!

Clonagem de documentos é crime

A clonagem de documentos é feita por meios digitais. Ao ter acesso aos documentos da vítima, os criminosos digitalizam e recriam o documento. Muitas vezes, alteram dados utilizando programas de manipulação de imagens.

Com recursos de edição, as quadrilhas acrescentam ao documento informações que serão necessárias para a aplicação do golpe e, a partir daí, fazem compras em nome da vítima ou se passam por ela para enganar embarcadores e transportadores e conseguir acesso à carga, por exemplo.

O Código Penal define como crime o uso de qualquer documento falsificado, alterado ou usado para a obtenção de vantagens que causem danos a outra pessoa ou empresa. Quem falsifica um documento particular está sujeito à pena de reclusão e multa.

Como os clonadores agem no roubo de cargas

No caso do transporte de cargas, os clonadores de documentos tentam assumir a identidade dos caminhoneiros e, assim, ter acesso às mercadorias que pretendem desviar.

O crescente número de falsos motoristas que se apropriam de documentos perdidos, furtados ou roubados na tentativa de se passar por um profissional idôneo vêm aumentando e preocupando embarcadores, transportadores, seguradoras e autoridades.

Normalmente, as vítimas dos clonadores são motoristas que perderam, extraviaram ou tiveram seus documentos furtados. Nesses casos, a primeira providência é registrar a perda ou furto na delegacia de polícia e comunicar a empresa para a qual trabalha, evitando que cargas sejam entregues às quadrilhas.

É fundamental que, ao tomar conhecimento do caso, embarcadores e transportadoras também comuniquem a gerenciadora de risco.

Medidas de segurança contra clonadores no transporte de cargas

Para evitar que criminosos tenham acesso às cargas como se fossem motoristas idôneos, é fundamental redobrar as estratégias de segurança e investir em tecnologia. Confira algumas dicas para reduzir os riscos de sua empresa ser alvo de clonadores:

  1. Utilize bons serviços de cadastro e consulta de motoristas. Garanta que sua gerenciadora de riscos seja rigorosa na pesquisa sobre o histórico do profissional, seja ele funcionário, agregado ou autônomo.
  2. Valorize os caminhoneiros que você conhece e confia. Dê preferência aos profissionais que já prestaram serviços para sua empresa ou peça referências.
  3. Certifique-se de que as agências e plataformas online para contratação de fretes sejam confiáveis.
  4. Conte com gerenciadoras de risco que utilizem tecnologia e tenham ampla experiência na confirmação da identidade do caminhoneiro.
  5. Aposte em tecnologia e em softwares de reconhecimento facial para identificar clonadores de documentos.
  6. Mantenha programas de compliance que indiquem, de forma clara, o papel dos responsáveis pela gestão de riscos, quais regras e princípios devem ser seguidos e quais medidas devem ser tomadas se uma tentativa de fraude for identificada.

Buonny Check: efetividade contra o roubo de cargas

O uso de tecnologia é fundamental para combater o roubo de cargas e a Buonny conta com soluções inovadoras, como o CheckID, para identificar clonadores de documentos.

O sistema de reconhecimento facial incorporado à solução Buonny Check compara a CNH apresentada à empresa com as fotos do banco de dados e, assim, confirma se o indivíduo em questão se trata da mesma pessoa, evitando que um criminoso tenha acesso à carga.

Utilizado desde 2019, o CheckID se tornou líder absoluto em resultados, com centenas de clonadores identificados, mais de 1,4 mil tentativas de roubo de cargas impedidas e mais de R$ 230 milhões em prejuízos evitados. No Brasil, o recurso tem sido o mais eficiente na prevenção de desvios e roubo de cargas.

Biometria facial

A tecnologia CheckID utiliza a técnica biométrica para codificar cerca de 80 pontos do rosto humano, incluindo o tamanho do queixo, a distância entre os olhos, marcas de nascença e cicatrizes. Esses pontos são comparados a partir de algoritmos matemáticos que dividem as imagens em pixels e, os pixels, em pontos de dados.

É assim que surge a assinatura facial. Com base nela é possível comparar os documentos com as fotos do banco de dados. O sistema consegue, inclusive, avaliar a imagem em diferentes ângulos, poses, iluminações e também simular musculatura facial tensa e relaxada.

Pioneira no uso dessa ferramenta, a Buonny soma esses recursos a outras formas de determinar o perfil do profissional pesquisado, como tipos de carga e valores transportados, origem e destino, dados do veículo, referências pessoais, experiências anteriores junto a empresas nas quais carrega com frequência, situação do CPF, da CNH, distribuidor forense e histórico de sinistros.

Outra novidade para evitar o roubo de cargas

Além do CheckID, implementado em 2019, a Buonny fez melhorias no seu serviço de cadastro e consulta: o Buonny Check. Agora o serviço é 100% online, o que aumenta a praticidade e a agilidade em novos cadastros de motoristas.

Com a novidade, o transportador pode fazer a consulta do profissional de forma remota e instantânea pela internet. Nas consultas, o sistema inteligente Buonny Check acessa fontes de pesquisa por meio de Inteligência Artificial (AI) e verifica a biometria facial (CheckId).

Se as informações estiverem ok, o status é liberado. Em caso de divergência nos dados, um analista verifica as informações e faz a análise crítica do resultado.

Com tantas inovações e tecnologias avançadas de automação, o Buonny Check – o maior banco de dados com mais de 1,8 milhão de profissionais cadastrados – representa a evolução no serviço de cadastro e consulta e é a segurança que sua operação.

Quer saber mais e evitar que clonadores de documentos tenham acesso a sua carga? Fale com um dos nossos especialistas e conheça a tecnologia CheckID.

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