A reforma do pneu depende de vários cuidados que o motorista precisa ter ao utilizá-lo, dentre esses cuidados o mais importante é verificar se esse artefacto está de acordo com as exigências mínimas do Inmetro.

Hoje, o usuário reconhece mais a importância da reforma de pneus, pois um pneu na sua primeira vida (nova) utilizado de forma correta e retirado para reforma, respeitando sua utilização, poderá ser reformado até por cinco vezes dependendo do segmento. Qualquer pneu que chega a uma reformadora passa, primeiramente, por uma análise quanto às suas condições para que seja ou não reformado. 

É feito um exame criterioso nos ombros, flancos, banda de rodagem e talões do pneu, verificando os possíveis deslocamentos na estrutura original, bem como a existência de contaminações, seja por produtos químicos, derivados do petróleo, etc, que podem provocar deterioração, oxidação, entre outros danos. Além disso, avaliam-se todas as marcações exigidas pelo Inmetro que estão descritas no pneu. Dependendo do nível de comprometimento do pneu, ele pode não estar apto para a reforma e tenha que ser descartado corretamente.

A partir daí, se aprovado, o mesmo segue para a reforma propriamente dita, onde passa por toda uma linha de processos rigorosos de forma que  garanta seu reparo dentro dos padrões corretos, como raspagem, escareação, enchimento, aplicação da banda, vulcanização e inspeção final.

 Outro fator importante é verificar se o reformador possui o registro do Inmetro para os pneus reformados. Este registro é indispensável para a atividade no segmento de reforma de pneus utilizados em veículos comerciais, comerciais leves e seus rebocados e automóveis, e garantirá uma maior segurança e qualidade aos pneus que irão rodar.

Na prática de recapagem permite-se reaproveitar, com total segurança, o pneu usado e adicionar a ele uma nova banda de rodagem. Se realizado por um reformador registrado junto ao Inmetro e com suporte do fabricante, este pneu reformado pode rodar igual ou melhor que um novo.

Segundo dados da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), a média do mercado nacional é de 1,2 reformas por pneu, o que pode ser considerado um bom índice, tendo em vista a situação das estradas, a dirigibilidade de alguns motoristas, a ausência de cuidados de manutenção dos pneus e do veículo, entre outros.

Mesmo  com a reforma de pneus sendo uma prática comum entre os transportadores, estes devem ter ciência da importância dos cuidados com o seu uso e manutenção antes de encaminhar um pneu para a reforma. Dirigir com atenção, evitar o uso excessivo dos freios e não provocar arraste lateral ou roçá-los contra guias, bem como trafegar com cuidado em estradas em condições ruins, são algumas recomendações para manter um pneu nas condições em que possa ser reformado. Rodar com a pressão abaixo do especificado ou com sobrecarga são outros fatores que devem ser observados, pois reduz muito a vida útil do produto.

No que se refere ao custo gerado com a reforma, o mesmo chega a ser 60% mais em conta do que um pneu novo, ainda mais considerando que um pneu pode ser reformado mais de uma vez, mantendo a mesma qualidade e segurança de um recém-fabricado. 

Outro fator importante é a sustentabilidade. Além da economia de petróleo, a reutilização dos pneus  evita que sejam jogados na natureza um grande volume de CO2. Dessa forma, a recapagem consegue reduzir o custo por quilômetro do pneu; trazendo benefícios para fornecedores, consumidores e meio ambiente.  Cada pneu de carga reformado evita que se gaste, em média, 57 litros de petróleo durante a sua fabricação. Quanto à energia elétrica, a redução do consumo chega a ser de 80%.

O setor está se qualificando cada vez mais e o transportador está mais consciente que a reforma de pneus não somente economiza dinheiro para o frotista como, também, contribui para a redução dos custos operacionais da frota e do impacto ambiental.

Fonte: Revista Caminhoneiro, Ed 351, setembro 2017. pág, 28

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