CT-e de redespacho: saiba como emitir

GESTÃO LOGÍSTICA 15/02/2023

O CT-e de redespacho é um documento fiscal essencial para empresas que trabalham com a modalidade de redespacho no transporte de cargas.

O transportador pode atuar com redespacho, redespacho intermediário e a subcontratação para tornar o seu negócio cada vez mais competitivo, atendendo às necessidades de prazo e qualidade das entregas.

Contudo, é preciso estar atento à correta emissão de documentos, a exemplo do conhecimento de transporte eletrônico (CT-e).

Pensando nisso, preparamos este conteúdo para ensinar você como é feito o passo a passo para emitir o CT-e de redespacho. Acompanhe!

O que é redespacho e CT-e de redespacho?

O processo de redespacho no transporte de carga ocorre quando mais de uma transportadora realiza o transporte de uma carga.

Assim, de forma prática, uma transportadora faz parte do trajeto com a carga, e contrata uma transportadora parceira para fazer o restante do trajeto, e isso pode acontecer no início, no meio ou no final do percurso.

Dessa forma, os embarcadores conseguem ampliar sua área de atendimento. Logo, o redespacho é bom para todos os envolvidos no transporte da carga.

Para realizar essa operação, todas as transportadoras que participarem do transporte deverão emitir um CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), sendo que esses divergem quanto aos tipos, como veremos a seguir.

Redespacho intermediário

O redespacho intermediário acontece quando uma terceira transportadora é contratada para entrar no processo.

Portanto, quando mais de duas transportadoras realizam a entrega, o redespacho é considerado intermediário.

Qual a diferença entre CT-e de redespacho intermediário e subcontratação?

No redespacho intermediário, o embarcador contrata uma terceira transportadora para que essa faça parte do percurso com a carga.

Já na subcontratação, a transportadora subcontratada fica com a responsabilidade de fazer todo o trecho da entrega, ou seja, da origem até o destino final.

CT-e na subcontratação

Na subcontratação, a transportadora X deve fazer a emissão do CT-e, e esse deve conter, além das informações referentes ao serviço de transporte, as informações a respeito da transportadora Y que fará o frete, a qual foi subcontratada.

E já que a transportadora X é contratada da transportadora Y, ela também é obrigada a emitir o CT-e  para informar todos os dados de transporte de forma isenta dos impostos de ICMS. Isso porque o imposto já foi pago no primeiro CT-e emitido pela transportadora contratante.

Como emitir o CT-e de redespacho?

Para emitir o CT-e você vai precisar de sistemas de gestão que façam a emissão do Conhecimento de Transporte Eletrônico. Desde 2017, o serviço passou a ser cobrado pela Secretaria da Fazenda.

O valor de referência é de 0,30% sobre o valor da nota fiscal, com um mínimo de R$ 3,00 por CT-e.

O CT-e é um documento fiscal de operações de transporte e frete, emitido de forma online.

Vale lembrar que é fundamental que todas as fases do transporte estejam com as documentações corretas para evitar transtornos que impeçam a circulação da carga.

Logo, os documentos da carga precisam ser emitidos pelas empresas que estão no processo de transporte, inclusive o CT-e de cada uma delas.

Cada modalidade de redespacho pratica regras próprias de emissão do documento, entenda:

Redespacho

  • Redespachante: emite o CT-e original;
  • Redespachada: emite o CT-e de redespacho.

Redespacho intermediário

  • Redespachante: emite o CT-e original;
  • Redespachada 1: emite o CT-e de redespacho intermediário;
  • Redespachada 2: emite o CT-e de redespacho.

Subcontratação

  • Contratante emite o CT-e original;
  • Subcontratada emite outro CT-e de subcontratação.

O que atentar antes do CT-e de redespacho?

Até aqui você já entendeu que o redespacho é responsável por ampliar a área de atuação da sua transportadora, e isso torna a empresa mais competitiva, além de conquistar mais clientes.

Contudo, para usufruir dos benefícios, é importante que a empresa de transporte esteja atenta a algumas questões. Acompanhe!

Valor do frete cobrado

Um ponto fundamental quando o assunto é redespacho ou subcontratação, é estar atento ao valor do frete.

Para garantir os lucros, é preciso criar uma boa estratégia para gerir os custos e não deixar que o valor cobrado ao cliente torne o serviço tão caro a ponto dele desistir da contratação.

Tenha em mente que o mercado é concorrido e o cliente pode encontrar preços mais competitivos. Portanto, dedique tempo a encontrar parceiros de transporte de qualidade e também com preços negociáveis.

Informações do CT-e emitido

Qualquer erro nas informações no Conhecimento de transporte Eletrônico pode trazer grandes transtornos para a sua transportadora. Por isso, é preciso atenção na hora de preencher esse documento, evitando assim problemas com a fiscalização.

Tempo de entrega

No transporte de carga, o tempo de entrega da mercadoria fretada é um dos principais indicadores de qualidade avaliado pelos clientes.

Logo, cumprir os prazos é fundamental, ainda mais quando a transportadora trabalha com serviços de redespachos. Isso porque o cliente contratou os serviços de apenas uma transportadora e, caso não tenha sua demanda atendida, pode ficar insatisfeito.

Segurança e controle sobre as operações

Controlar cada etapa da operação de transporte é fundamental para garantir a segurança da carga, fazer a gestão de risco, e também garantir que ela seja entregue no prazo.

Por essa razão é tão importante contar com sistemas de monitoramento de carga em tempo real. Com um sistema TMS para transportadoras, por exemplo, você tem o total controle sobre cada etapa das operações realizadas por sua frota.

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Emissão do CT-e de redespacho com preenchimento automático

Além disso, com uma ferramenta eficiente você ainda pode fazer a emissão de qualquer tipo de CT-e com preenchimento automático de campos, o que confere mais agilidade e segurança para os processos burocráticos da sua transportadora.

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