Dropshipping: o que é, como funciona e qual seu diferencial

Você já ouviu falar no dropshipping? Essa é uma modalidade de vendas que vem crescendo bastante no Brasil, em especial devido à maior adesão às compras online.

Nesse cenário, o transporte de cargas tem a oportunidade de atender a mais essa demanda de mercado, colaborando para a diversificação da carteira de clientes da transportadora.

Para ajudar você a saber mais sobre o que é e como funciona o dropshipping, preparamos este artigo. Acompanhe!

O que é Dropshipping?

Dropshipping é um modelo de negócio onde você vende online através de um e-commerce, mas não precisa ter um estoque e nem enviar os produtos. Por isso, essa atividade também é conhecida como venda sem estoque.

Dessa forma, você vende produtos no seu site e o próprio fornecedor envia para seus clientes, assim você não fica encarregado nem de armazenar os produtos no centro de distribuição, por exemplo, e nem de enviar para os clientes finais, pois quem fica responsável é o próprio fornecedor.

O grande diferencial desse tipo de negócio é você conseguir ter um canal atrativo, utilizando estratégias de marketing digital para atrair os clientes até as plataformas de vendas. Assim, os fornecedores podem ver no seu site, uma oportunidade de aumentar suas vendas.

Como o dropshipping é um nicho de mercado que não faz uso de estoque, não requer investimentos altos por parte do vendedor, como acontece no caso da loja física, por exemplo.

Como funciona o Dropshipping?

O dropshipping funciona como uma intermediação de vendas, onde o consumidor adquire o produto em uma plataforma online e o pedido é repassado para o fornecedor.

Assim, a função do vendedor no dropshipping é escolher o fornecedor e atrair o cliente para que a venda seja efetivada.  Ainda cabe ao vendedor organizar o recebimento dos pedidos e repassar aos fornecedores, que providenciarão a entrega.

Um dos cuidados que o vendedor deve ter nesse tipo de venda é com relação à escolha do fornecedor, que deve ser confiável. Isso porque, toda e qualquer questão que ocorra com a aquisição do item, ou com a entrega dos produtos, recai sobre o vendedor, não sobre o fornecedor.

O fornecedor fica responsável por fazer o envio da mercadoria de forma direta ao cliente. É por essa razão que o vendedor não precisa investir em um estoque. Nesse cenário, é importante que você saiba que o dropshipping funciona, de forma básica, com três personagens principais: fabricante, atacadista e varejista.

O que é Dropshipping e como funciona

Confira detalhadamente, a seguir, como cada um deles funciona!

Fabricantes

Os fabricantes correspondem às indústrias, ou seja, são os responsáveis por fazer a transformação de matéria-prima em artigos para o consumo. Por trabalharem com grandes volumes, é comum que os fabricantes  contem com intermediários, como distribuidores e atacadistas.

Atacadistas

Os atacadistas são organizações que têm a função de fazer as aquisições de grandes volumes de mercadorias e revender esses itens para mercados menores e, em alguns casos, também podem comercializar os itens para consumidores finais, desde que a compra corresponda a um número mínimo de produtos.

Varejistas

Os varejistas são os negócios que atuam diretamente com o consumidor final e, por isso, vendem em menor quantidade, sendo que o dropshipping atua nessa modalidade, vendendo online.

Para a venda sem estoque, o vendedor cria anúncios online para chamar a atenção do potencial cliente, que é direcionado para a plataforma de venda.

Para uma transação mais satisfatória, é indicado que o e-commerce seja integrado ao controle de estoque do fornecedor. Com isso, é possível evitar vender um produto que não tem mais em estoque.

Todo o atendimento e experiência de compra do cliente ainda fica por conta do vendedor, responsável pela intermediação de vendas.

O próximo passo é comunicar a venda ao fornecedor, que irá separar o produto e se responsabilizará por toda a parte da entrega.

O Dropshipping é crime no Brasil?

Essa é uma pergunta que tem gerado bastante polêmica, visto que muitos questionam a legalidade do dropshipping, alegando que essa é uma forma de lucrar com uma venda sem pagar impostos. Contudo, o dropshipping é, sim, uma prática legal no Brasil.

Como a proposta da venda sem estoque não é a sonegação fiscal, essa prática se apresenta alinhada com a legislação brasileira, tanto que é realizada por grandes organizações do varejo, como Magazine Luiza e Ponto Frio.

Porém, é importante ressaltar que para trabalhar na modalidade de vendas sem estoque, é indicado que o vendedor abra um CNPJ e pague os impostos devidos pelas transações comerciais. Do contrário, estará cometendo um crime.

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Dropshipping nacional x internacional: qual a diferença

Como o próprio nome sugere, no dropshipping nacional são comercializadas mercadorias de fornecedores nacionais e, no dropshipping internacional, com fornecedores estrangeiros.

O dropshipping internacional já foi um dos mais populares na venda sem estoque, visto a grande demanda por produtos importados.

Contudo, essa modalidade perdeu força, devido à burocracia e também ao pagamento de altos impostos de importação, que podem comprometer, e muito, a margem de lucro do vendedor.

Dentre as plataformas mais usadas para a comercialização sem estoque internacional, temos as famosas AliExpress, Oberlo e Alibaba.

Já no dropshipping nacional trabalha com fornecedores que atuam no país, sendo possível ter uma margem de lucro maior.

Quais são as vantagens e desvantagens do Dropshipping?

Atuar no mercado de dropshipping possui vantagens e desvantagens.

Como vantagem, além de não ter de investir em estoque e, consequentemente, ficar isento de gerenciar as atividades de supply chain, é possível contar com uma alta escalabilidade do produto.

Isso porque é possível aperfeiçoar as estratégias para atrair o cliente e fechar as vendas, sem ter de aumentar o custo com a operação do produto.

Dessa forma, você vai precisar gerenciar bem as atividades e, à medida que o negócio for se expandindo, você pode contar com um sistema ERP.

Mas, enquanto as vendas não “bombam”, é possível fazer a organização em planilhas e também usar os gerenciadores das plataformas para ver uma visão geral das vendas.

Como desvantagem, é possível destacar a possível falta de controle de gestão, já que o vendedor fica totalmente atrelado ao estoque do fornecedor, além de toda a responsabilidade da transação comercial recair sobre o vendedor, e não do fornecedor. Como é o caso do prazo de entrega, caso atrase, o cliente deve reportar ao vendedor e não ao fabricante.

Além disso, não é possível deixar de citar que a internet é um mercado altamente concorrido, o que requer um alto grau de dedicação e estratégia para se alcançar resultados realmente eficientes.

Assim, tornar a sua operação cada vez mais eficiente é um desafio e com as ferramentas do gerenciamento de risco, você consegue não só diminuir o tempo das entregas, mas também dar mais segurança para a sua operação. Nós da Buonny somos líderes no mercado de gerenciamento de risco, com tecnologias de alta performance para que a sua transportadora consiga otimizar os processos e gerar mais resultados. Conheça aqui as nossas soluções.

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